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Dependência Química

Álcool

É uma droga de uso permitido presente em bebidas alcóolicas. O seu consumo excessivo causa desde acidez estomacal, baixa temperatura corporal, dupla visão, perda de equilíbrio e vômito, até intoxicações agudas que podem levar ao coma e até à morte. Os dependentes podem desenvolver doenças no fígado, problemas no aparelho digestivo, no sistema cardiovascular e quadros de polineurite alcoólica. Os sintomas comportamentais são agressividade, sensibilidade emocional, irritabilidade, deterioração da capacidade de raciocínio e descoordenação, entre outros. Homens que consomem mais que 14 drinques por semana e mulheres que consomem mais que 7 drinques são considerados sujeitos com risco de alcoolismo.

Anfetaminas

Representam uma série de drogas produzidas em laboratório que estimulam o sistema nervoso central fazendo com que o cérebro trabalhe em ritmo acelerado e deixando os usuários, ‘alertas’. Causam insônia, perda de apetite e euforia, entre outros efeitos, e podem levar a sérias consequências - como problemas na circulação sanguínea, aumento da pressão arterial, derrames, isquemias e convulsões. Agressividade, irritação, delírio persecutório, alucinação e palidez podem ser sinais do uso exagerado de comprimidos de anfetamina.

Cocaína

É uma substância estimulante oriunda de folhas conhecidas como ‘coca’ e pode ser consumida por inalação, via intravenosa e, menos comumente, através do fumo - quando sob a forma de base. Entre os efeitos estão perda de apetite, fraqueza, comportamento violento, irritabilidade, tremores, medo, paranoia e, eventualmente, alucinações e delírios; e as consequências passam por ressecamento das narinas e prejuízo na irrigação sanguínea nasal e efeitos cardiovasculares - como taquicardia, hipertensão e palpitações. Os efeitos podem levar ao óbito. Euforia, excitação, falta de apetite, insônia e aumento ilusório da energia são alguns dos fatores de identificação de um dependente de cocaína.

Cogumelos

São substâncias alucinógenas originárias de fungos que não causam dependência ou síndrome de abstinência. As espécies mais comuns são a Muscaria e a Psicocybe Cubenses; a primeira causa sensações como euforia, falta de noção de tempo e alucinações visuais e a segunda ocasiona sonolência, visão obscura e dilatação da pupila. Como consequências, intoxicações, estimulação do sistema nervoso central e possível óbito (Muscaria) e salivação, perda de controle do esfíncter e uretra, lacrimejamento, cólicas, náuseas, queda do ritmo cardíaco e da pressão arterial (Psicocybe Cubenses).

Crack

A mistura de pasta cocaína com bicarbonado de sódio se apresenta em forma de pequenas pedras, é consumido através da queima e tem efeito que dura cerca de 10 minutos. Os efeitos são euforia plena que desaparece rapidamente e depressão posterior, e as consequências são comportamento violento, tremores, paranoia e desconfiança, lábios, língua e garganta queimados, problemas respiratórios e ataque cardíaco e derrame cerebral (quando usada excessivamente). Hiperatividade, insônia, perda de sensação de cansaço e de apetite, são fatores identificadores de um dependente; e, quando em uso constante, o indivíduo passa a apresentar cansaço intenso e falta de interesse sexual.

Ecstasy

A droga sintética quimicamente (popularmente chamada de bala) tem grande potencial de dependência. Causa euforia e bem estar intensos, alivia dores, gera ‘sensações de amor e paixão’ e provoca alucinações. Consequências como ressecamento da boca, náuseas, falta de apetite, coceiras, espasmos musculares e do maxilar, fadigas e contrações oculares, entre outros, são comuns e o aumento da temperatura corpórea leva muitos usuários a óbito. Dilatação da pupila, rangido dos dentes, episódios depressivos posteriores ao uso e insônia são eventos possíveis de identificação do uso dessa droga.

GHB

A substância sedativa do sistema nervoso central se apresenta em forma de sal, é vendida sob forma de pó diluído em água e começa a fazer efeito em, até, uma hora. Quando consumido em pequenas doses, os efeitos do GHB são semelhantes aos do álcool ou ecstasy, como energia, bem estar, euforia, relaxamento, confiança, desinibição e sensualidade, e as consequências podem ser desde intoxicações intensas (quando em pequenas dosagens) até o coma (com doses excessivas associadas ao álcool). Como é geralmente associado ao álcool, o GHB passa quase despercebido e uma pessoa pode, inclusive, consumi-lo sem saber.

Heroína

O pó branco é geralmente usado por via injetável e os efeitos imediatos são sensações de prazer, bem estar e euforia. Pode provocar vômitos, diarreia, necrose de tecidos, dores musculares, taquicardia e insônia, entre outros inconvenientes. Abordos espontâneos, surdez, delírio, descompassos cardíacos, depressão do ciclo circulatório, colapso nervoso e mortes por paradas respiratórias podem ser consequências, quando o uso é contínuo. O compartilhamento de seringas é comum entre os usuários, o que pode decorrer em doenças como hepatites, AIDS e pneumonias. Problemas relacionados a dificuldades de sociabilização são úteis para identificar um usuário.

Inalantes

São substâncias produzidas a partir de solventes e aerossóis e consumidas pela aspiração. Os efeitos são sensação de excitação, euforia, perturbações auditivas, visuais e alucinações e o uso repetido pode levar à destruição de neurônios ocasionando sintomas como o déficit de memória. As consequências do uso abusivo de inalantes passam por excitação seguida de falta de coordenação e vertigem, até o coma e a morte; também, os inalantes podem reduzir o fluxo de oxigênio no cérebro, danos à medula óssea, rins e fígado.

Ketamina

É um anestésico restrito ao uso veterinário, que em baixas doses pode produzir sensações como pensamentos fantasiosos, diminuição da atividade motora, alterações no humor e potencial para ver o ‘mundo de forma diferente’. Em longo prazo seu uso pode causar ansiedade, depressão, perda de memória e pensamento suicida. Além de cheirada ou adicionada a bebidas, a ketamina pode ser misturada em água e injetada no músculo. Algumas vezes, pode ser encontrada em comprimidos.

Lança Perfume

O solvente à base éter, clorofórmio, cloreto de etila e essência é consumido por inalação. É capaz de acelerar a frequência cardíaca levando à parada cardíaca, depressão respiratória e arritmia, destruição dos neurônios e, consequentemente, à morte. Causa excitação, tontura, perturbações auditivas, visão embaçada e perda de autocontrole. Ansiedade e violência são fatores identificadores de um usuário ou dependente de lança perfume.

LSD

A dietilamina do ácido lisérgico (LSD) é uma droga consumida por via oral e, menos comumente, através do fumo. Produz distorções no funcionamento do cérebro gerando sensações como euforia, excitação, pânico e ilusões assustadoras. Percepções alteradas de formas e cheiros, manias de grandeza e perseguição e incapacidade de análise de situações corriqueiras também são quadros comuns – fazendo com que o usuário perca a noção da realidade e coloque a si mesmo em situações de risco. As consequências passam por dilatação das pupilas, aceleração dos batimentos cardíacos e aumento do suor e, nos casos mais graves, pode haver quadros de convulsões.

Maconha

Maconha é nome popular da planta Cannabis Sativa, que produz a substância química THC - responsável pelos efeitos psíquicos da droga. A planta, que pode ser fumada ou ingerida, causa efeitos como avermelhamento dos olhos, ressecamento da boca e taquicardia e as consequências do uso contínuo são graves e podem afetar diversos órgãos, como os pulmões. Além das reações à inalação de fumaça, o consumo da maconha diminui a produção da testosterona nos homens, assim como a capacidade dos usuários de aprendizagem, memorização e realização de tarefas simples. Para identificar um usuário, efeitos como avermelhamento dos olhos, calma e risos em demasia são sinais evidentes.

Metanfetamina (Cristal)

Produzida em laboratório e utilizada através do fumo, inalação ou ingestão (capsulas) por jovens da classe média, chega a ser 10 vezes mais potente que a cocaína. O efeito breve provoca euforia, aumento da resistência e falta de sono e, como age no sistema nervoso central, acelera o coração e a pressão sanguínea – podendo levar a um ataque cardíaco. As graves consequências passam por pânico, alucinações, convulsões, corrosão de dentes, rosto e gengivas, entre outros.

Morfina

A droga derivada do ópio e sintetizada em laboratório é utilizada, geralmente, por pacientes terminais (por administração oral ou intercutânea). Afeta determinados receptores do sistema nervoso, causando euforia, bem estar e rápida dependência – o que a torna perigosa. Os efeitos caracterizam-se por tremores, suores, respiração rápida, anorexia, dores musculares, prisão de ventre e pupilas retraídas, entre outros. A droga pode levar o usuário ao estado de coma e à morte, já que deprime regiões do cérebro que controlam a respiração, os batimentos cardíacos e a pressão arterial.

Ópio

Também conhecida como papoula, a droga produzida a partir do látex extraído da planta dormideira pode ser fumada ou utilizada em forma de supositório e comprimido. Do ópio originam-se também os opiácios naturais, os semi-sintéticos e os naturais. Como deprime o sistema nervoso central, pode produzir hipnose, analgesia e, em doses excedentes, afetar outras regiões cerebrais ocasionando a redução da frequência cardíaca e respiratória. Entre as consequências estão vômitos, náuseas, perda de peso, ansiedade, tonturas, falta de ar, contração da pupila, pesadelos e prisão de ventre, entre outros. Crises de abstinências sob forma de bocejos, diarreias, câimbras abdominais, insônia, inquietação e vômito podem ser indícios de identificação de uso por uma pessoa. Em pouco tempo a dependência torna-se grave, levando à deterioração cerebral, ao coma e até à morte. Essas drogas têm efeito farmacológico, ou seja, podem ser administradas como prescrição médica (como a codeína).

Oxi

Variante do crack ainda pouco conhecido, o oxi é feito de pasta de cocaína e pode conter cal, diesel, gasolina e solução de bateria. A droga é fumada em cachimbos improvisados, atinge o cérebro em poucos segundos e tem efeito passageiro - levando o usuário à dependência muito rapidamente. Os efeitos do oxi são similares aos do crack, e seu uso leva a sérias consequências (problemas renais e no aparelho digestivo) logo nos primeiros dias de consumo. É comum que os usuários apresentem dificuldades para respirar, amarelamento da pele e envelhecimento. O óbito é consequência frequente entre os dependentes, em menos de dois anos de consumo desta droga.

Tranquilizantes ou ansiolíticos

São mais de 100 diferentes medicamentos produzidos por indústrias farmacêuticas que têm a capacidade de atuar sobre a ansiedade e a tensão. Os chamados ‘ansiolíticos’ diminuem ou encerram ansiedade sem afetar demasiadamente as funções psíquicas e motoras do indivíduo, mas, apesar disso, reduzem o estado de alerta e afetam os processos de aprendizagem e memória. Embora sejam drogas seguras do ponto de vista físico-químico, em grandes doses podem causar ‘moleza’, dificuldade de ficar em pé, baixa pressão sanguínea e desmaios. Quadros de intoxicação e até coma podem acontecer quando o usuário alia os medicamentos a bebidas alcoólicas. O uso contínuo por alguns meses pode ocasionar a dependência, com quadros de irritabilidade, insônia excessiva, sudoração, dor no corpo e, em casos extremos, convulsões.

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